quinta-feira, 20 de junho de 2013

Plano de Aula Coletivo

As competências leitora e escritora, importantes no processo ensino aprendizagem, desenvolvem o raciocínio lógico, estimulam o pensar e comunicar-se matematicamente, formular hipóteses e interagir em grupo colaborativamente, representar, organizar, produzir informações e resultados, promovendo a autoconfiança e a criticidade.

Tema I:   Frações
Bloco Temático: Números

Público Alvo : Séries Finais - 6º ano

Tempo Estimado:  3 aulas

Justificativa: Ampliar a noção de números e o universo das operações para além dos Naturais.

 Objetivos:  Tornar concreto o conceito de frações como representação da parte de um todo, como processos de medidas, relacionadas com  diferentes situações do cotidiano.

Competências e Habilidades:
GRUPO I - Observar
H04 - Representar medidas não inteiras utilizando frações
H08 - Compreender a relação entre as representações fracionária e decimal de um número.

Recursos: 
  • Data show, tesoura, cola, cartolina ou color set color set coloridos,  EVA coloridos, lápis, régua, borracha, lápis de cor.

Um Pouco da História:   Descobrindo a Fração

Por volta do ano 3.000 a.C., um antigo faraó de nome Sesóstris...
“... repartiu o solo do Egito às margens do rio Nilo entre seus habitantes. Se o rio levava qualquer parte do lote de um homem, o faraó mandava funcionários examinarem e determinarem por medida
a extensão exata da perda.”
Estas palavras foram escritas pelo historiador grego Heródoto, há cerca de 2.300 anos.
O rio Nilo atravessa uma vasta planície.
Uma vez por ano, na época das cheias, as águas do Nilo sobem muitos metros acima de seu leito normal, inundando uma vasta região ao longo de suas margens. Quando as águas baixam, deixam descobertas uma estreita faixa de terras férteis, prontas para o cultivo.
Desde a Antiguidade, as águas do Nilo fertilizam os campos, beneficiando a agricultura do Egito. Foi nas terras férteis do vale deste rio que se desenvolveu a civilização egípcia.
Cada metro de terra era precioso e tinha de ser muito bem cuidado.

Sesóstris repartiu estas preciosas terras entre uns poucos agricultores privilegiados.
Todos os anos, durante o mês de junho, o nível das águas do Nilo começava a subir. Era o início da inundação, que durava até setembro.
Ao avançar sobre as margens, o rio derrubava as cercas de pedra que cada agricultor usava par marcar os limites do terreno de cada agricultor.
Usavam cordas para fazer a medição. Havia uma unidade de medida assinada na própria corda. As pessoas encarregadas de medir esticavam a corda e verificavam quantas vezes aquela unidade de medida estava contida nos lados do terreno. Daí,
serem conhecidas como estiradores de cordas.
No entanto, por mais adequada que fosse a unidade de medida escolhida, dificilmente cabia um número inteiro de vezes no lados do terreno.
Foi por essa razão que os egípcios criaram um novo tipo de número: o número fracionário.
Para representar os números fracionários, usavam frações.

As complicadas frações egípcias

Os egípcios interpretavam a fração somente como uma parte da unidade. Por isso, utilizavam apenas as frações unitárias, isto é, com numerador igual a 1.
Para escrever as frações unitárias, colocavam um sinal oval alongado sobre o denominador. As outras frações eram expressas através de uma soma de frações de numerador 1.
Os egípcios não colocavam o sinal de adição - + - entre as frações, porque os símbolos das operações ainda não tinham sido inventados.
No sistema de numeração egípcio, os símbolos repetiam-se com muita freqüência. Por isso, tanto os cálculos com números inteiros quanto aqueles que envolviam números fracionários eram muito complicados.
Assim como os egípcios, outros povos também criaram o seu próprio sistema de numeração. Porém, na hora de efetuar os cálculos, em qualquer um dos sistemas empregados, as pessoas sempre esbarravam em alguma dificuldade.

Desenvolvimento:
  •  Apresentação do vídeo:

Frações da fruta – Lições animadas de matemática                   (http://www.youtube.com/watch?v=J3-bqEdgWiM ).

Conteúdo:
  • Aula expositiva , problematização e prática.

Estratégia:
  •  Recorte de barrinhas   e círculos em cartolina;
  • Construção e montagem de um dominó de frações a partir de um modelo;

 Avaliação:
Diagnóstica, estabelecendo  uma relação dialógica entre professor e alunos.
Contínua e Formativa, levando em consideração a participação e o envolvimento na produção e realização das atividades.

 Recuperação: 
Diagnosticadas as habilidades não atingidas, reajuste de planos de ação;
Contínua, adaptada as necessidades individuais, com revisão de conceitos e conteúdos e resolução de exercícios.

 Considerações Finais: 
As expectativas de aprendizagem referem-se a tornar o aluno capaz de usar as frações para representar medidas não inteiras e ter a noção de equivalência de frações, que reconheça e identifique  o significado dos termos, numerador, denominador, inteiro, terços, décimos e avos.

 Referência Bibliográfica:
. Cadernos do Professor e do Aluno 6º.ano Volume 1, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo;
. Livro Didático -  Matemática na Medida Certa -  Marilia Centurión e José Jakubovic, Editora Scipione.
. Wikipédia Enciclopédia Livre – disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fra%C3%A7%C3%A3o>

Anexo:
Modelo de Dominó de Frações:
                                                 Fonte: (matematicamuitolegal.blogspot.com)

Plano de Aula Elaborado por:
Carolina Nepomuceno
Marilda Ordonhes
Suzete  Hernandez Alamo

Curso - Melhor Gestão Melhor Ensino - Matemática

EFAP – ESCOLA DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PROFESSORES
“Paulo Renato Costa Souza”

O futuro da sociedade está nas crianças e adolescentes de hoje e muito importante nessa fase da vida, é a educação. Pensando nisso e elaborando melhorias no processo de ensino dos alunos brasileiros, o Governo do Estado de São Paulo, juntamente à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, iniciou o “Melhor Gestão Melhor Ensino.”

Unidades de Trabalho:  Criação de Perfil - Redes Sociais/Profissionais
                                    Experiências com a Leitura e Escrita
                                    O Uso de Tecnologias - Criação de um Blog
                                    A História da Matemática
                                    Narrativas Para Ensinar Matemática
                                    Planos de Aula

Depoimento sobre experiências com a leitura e a palavra escrita


O Cheiro de Livros me fascina...

Passei minha vida inteira rodeada de livros, leio tudo o que cai em minhas mãos, até bula de remédio. Este gosto pela leitura e escrita herdei do meu pai, filho de imigrante espanhol, que para driblar as dificuldades com a língua portuguesa e a pouca escolaridade, “devorava” tudo o que lhe caía às mãos, livros, jornais, folhetos, mas sua paixão eram os poemas e passou sua vida inteira declamando, declamando, poemas  estes que de tanto ouvi-los, muitos eu guardo e sei decor. Aprendi a ler e escrever aos 5 anos de idade, com a cartilha “Caminho Suave” observando minha mãe ensinar minha irmã mais velha que estava na 1ª.série e que por dificuldades  com a pronúncia de sílabas complexas, via-se obrigada a repetir muitas vezes a mesma leitura, o mesmo aconteceu com a tabuada. Também com meu pai, aprendi técnicas de oratória e passei então a declamar em reuniões familiares, festinhas de escola, igreja e outros locais inusitados, fiz isto até a adolescência, quando me tornei tímida, nesta época tinha um diário desses com cadeado e um caderno de poesias onde ensaiava algumas próprias e escrevia minhas preferidas, como a de Rui Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra,
e ter vergonha de ser honesto.”
Os livros marcaram cada fase da minha vida, aos 12 anos, O Pequeno Príncipe, aos 18, Feliz Ano Velho de Marcelo Rubens Paiva e muitos do Sidnei Sheldon, quando meus meninos eram pequenos, lemos em família, parágrafo por parágrafo de Júlio Verne, Viagem ao Centro da Terra, a partir daí vieram os de Içami Tiba, Zíbia Gasparetto, Zélia Gattai, Jorge Amado, Paulo Coelho e muitos outros. Nunca me preocupei se são ou não os mais vendidos, leio o que me indicam. 
Atualmente, estou lendo O Último Templário de Raymond Khoury.